O CENSO DA VIDA MARINHA. VIVA A DIVERSIDADE!

Representação, em mapa, das áreas de atuação dos principais projetos de pesquisa que integram o programa do Censo da Vida Marinha em todo o planeta.

O Censo da Vida Marinha ou “The Census of Marine Life (CoML)” como é mais conhecido no mundo, é o maior esforço internacional, formado por uma rede global de pesquisadores em mais de 80 países, com o objetivo de observar, catalogar, estudar e analisar a diversidade, distribuição e abundância da vida nos oceanos.

A fundação norte americana “Alfred P. Sloan Foundation” financia e gerencia o programa desde a sua criação no ano 2000. O prazo para conclusão do censo é outubro de 2010, e espera-se pela primeira vez na história dispor de uma lista unificada de todas as formas de vida já observadas que habitam os oceanos e mares do planeta.

Antes do início do Censo em 2000 estimava-se que havia cerca de 230.000 espécies de animais marinhos descritas e catalogadas nos museus de história natural, instituições e laboratórios em todo o mundo. Desde o início do Censo os pesquisadores do programa já acrescentaram mais de 5.600 espécies para as listas de catalogação e ainda pretendem acrescentar outras milhares de espécies em 2010.

O banco de dados do Censo já inclui mais de 16 milhões de registros contemplando espécies já conhecidas e novas. Em 2010, a meta do programa é ter disponível todas as espécies do banco de dados em uma enciclopédia on-line, com uma página para cada espécie. Além disso, pretende-se estimar quantas espécies ainda permanecem desconhecidas no universo marinho.

O Censo também tem como objetivo produzir mapas com a localização dos animais observados e os possíveis locais que estariam aptos a se desenvolver.

Os produtos gerados através do programa “Censo da Vida Marinha” podem auxiliar a controlar os esforços de pesca, a fim de conduzir a uma situação mais sustentável e colaborar com os estudos de previsão das conseqüências das mudanças climáticas globais para os oceanos.

É bem verdade que a Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica obriga seus signatários a gerar informações sobre os recursos vivos presentes nas suas respectivas áreas de exploração econômica, mas, ainda assim, nenhum país dispõe de uma base completa destas informações. Segundo a fundação norte americana “Alfred P. Sloan Foundation”, o Censo da Vida Marinha vai ajudar a preencher essa lacuna do conhecimento, inclusive com coletas e observações em águas profundas, com mais de 1.000 m de profundidade.

Acredita-se que o Censo da Vida Marinha pode fornecer informações importantes para ajudar a orientar nas decisões sobre a gestão global dos recursos marinhos para o futuro.

A esperança é a última que morre.

Para saber mais sobre: “The Census of Marine Life (CoML)”, acesse o link:

http://www.coml.org/

Pesquisador Neil Bruce do Museu Tropical de Queensland estudando espécies marinhas nos recifes da Ilha de Lizard, Austrália. Foto: Gary Cranitch, Queensland Museum, 2008.

Novas espécies de caranguejos foram encontradas nas Cordilheiras Oceânicas, Pacífico-Antártico, na porção sul do Oceano Pacífico. Esta espécie recebeu o nome de “Kiwa hirsuta kiwa”, em homenagem a um deus da mitologia polinésia, mas ficou mais conhecida como o “caranguejo yeti” devido a sua aparência. Este caranguejo foi coletado em 2006 pelo submersível Alvim a 2228 m de profundidade.

Por: Mario Luiz Mascagni

Oceanógrafo – Departamento de Extensão, FUNDESPA

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